Que engraçado né.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
...
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Reticências
Eu entreguei meu projeto, quem diria! Aquele pré-projeto no qual eu sofria tanto ano passado se tornou um projetão cheio de expectativas e já está em andamento. Eu estou orgulhosa de tudo que está acontecendo com a minha vida.
E um fato engraçado: no mestrado, tanto quanto na vida, a gente também precisa se submeter à imaturidade dos outros, lidar com traições grosseiras e aprender a estar acima disso tudo sem pestanejar. O lado bom é que nessa hora a grande maioria das pessoas já adquiriu maturidade e capacidade de julgamento.
Desde sexta-feira passada me desapontei com pessoas que eu muito admirava. Mas o valor está no caráter, e o meu eu garanto.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
:(
Meu blog estacionou definitivamente, mas nesse ano que estou com facul, pesquisa, mestrado, pré-projeto e estágio isso era esperado.
Tenho textinhos, um dia eles serão digitalizados.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Piada muito interna
Eu achava que era eu quem estava dando as cartas, então comecei a pesquisar - qual seria a melhor forma de fazer com que a metodologia se aplicasse diariamente.? Compenetrada nisso, fechei a cara a sete chaves e todo mundo que me amava passou a me desamar mais de longe.
Eu fui nas festas, bebi as bebidas, olhei os olhos e quando voltei para casa ambas as coisas haviam falhado.
Chorei bastante nesses últimos dias, mas me sinto completa toda vez que você está no meu contexto.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Eu vou querer lembrar disso
Eu comecei a pegar gosto pelo cheiro da casa impecável e para os tantos de horas que passava deitada na cama ao lado do meu amor, sem nada demais pra fazer. Comecei a gostar de estar em casa, sentada no chão desenhando. Comecei a gostar de dormir cedo e acordar mais cedo eventualmente pra deixar a casa com cheiro de café, ainda que raramente isso acontecesse e geralmente a verdade fosse acordar em cima da hora pra ficar quanto mais tempo possível embaixo das cobertas quentinhas.
Ler na cama com gato na barriga, comprar ingredientes e fazer almoço em casa, sentar na cama pra conversar, andar de mãos dadas no shopping, comprar livros juntos. Achava que isso era tudo coisa de gente velha e gasta, de vida seca, de vontade medíocre. Mas como eu estava errada, e que bom que isso aconteceu agora, na pessoa certa da minha vida.
Eu vou querer lembrar desse ano de 2009, porque foi em fevereiro que aconteceu o evento mais significativo da minha vida. O resto do caminho é trilhado por mim, ao amor verdadeiro eu dedico um ponto de mudança relevante. Eu quero lembrar das peças de teatro, das milhares de idas e vindas, do tempo em que pegar na mão era proibido, beijar no ônibus implicava em olhar 500 vezes ao redor, pra evitar que coisas tão belas trouxessem coisas tão tristes à outras pessoas. Eu quero lembrar do frio na barriga e das faxinas de emergência que eu fiz quando você me ligou dizendo que iria aparecer pra tomar um café.
Eu vou querer lembrar que gritei em casa sozinha dizendo que estava tudo acabado entre nós e quando você me ligou eu acabei falando mansinho dormindo na sua casa, ainda que fosse só pra sentir o seu braço apertando meu peito e o cheirinho gostoso do seu cabelo. Vou lembrar que me fazia de difícil, mas que derretia deliberadamente com seu beijo e daí... princípios pra quê? Você mexia com meu ego mas eu não conseguia te ignorar.
Vou querer lembrar que foi um ano difícil, mas que meus amigos obtiveram grandes conquistas e me encheram de orgulho mais que uma vez. Vou lembrar que os atrasos aconteceram para que tudo viesse a seu tempo e que um café nunca foi tão saboroso. Parece que cada dia ficam mais distantes, mais bem sucedidos e cada tarde que passamos juntos parece passar mais depressa, prometendo o dia que teremos tempo o suficiente para falar sem pressa.
Eu ando sentindo que minha vida está no patamar que eu sempre achei que merecesse. Se mereço ou não,não me importa. Ateus não ficam esperando um julgamento final. O meu próprio julgamento diz que sim, que tudo isso que está acontecendo na minha vida é uma compensação, o fim de uma enorme busca. Um caminho de erros programados pelo meu subconsciente para que houvesse espaço para todas essas realizações. Eu tenho sido feliz como nunca fui na minha vida. E só quem me conhece sabe o quanto eu me recusei a acreditar no amor.
Mas perceber que eu poderia dar muito mais que a vida por alguém me fez mudar radicalmente em diversos sentidos e aprender muitas coisas sobre o altruísmo. E são razões honestas, sem demagogia barata.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Férias yay!
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Um about me - aquilo que eu escreveria no orkut mas eu acredito que não importe aos demais
Porque o blog é meu e eu posto o que eu quiser.
Tomo café demais e no fim do dia me culpo por isso [diariamente]. Tenho sérios sinais de velhice como: odiar roupa estampada, cabelo colorido, programas de fim-de-semana incertos e acampamentos sem chuveiro quente. Sou metódica e odeio que tirem minhas coisas do lugar [por exemplo meus livros que ficam em ordem alfabética]. Eu, todavia, tiro minhas coisas do lugar diariamente.
Amo meus gatos mais do que amo quase toda a população mundial, com raras e severamente refinadas exceções. Se amo, amo como você jamais será amado. Se desprezo, desprezo de uma maneira esplêndida. Tenho a capacidade de transmutar sentimentos do dia pra noite, de um minuto para outro. Transformo dramas em tragédias e alegrias em epopéias. Acho que não vale viver a vida se você não puder contá-las depois como se tivesse vivido em um filme.
Não odeio, mas sinto ódio semanalmente. Gosto de estudar e me organizar, mas raramente executo essas atividades. No entanto, gosto de ler e raramente não estou executando esta atividade. Gosto de livros mais do que gosto de pessoas.
Sou arrogante e metidinha, mas amigos são colocados além desse murinho e sabem que eu faria de tudo para ver alguém que eu gosto dar uma risadinha. Se você quer interagir comigo, coloque um cd que eu não saiba cantar. Se você quer conversa, deixe o som de lado. Timbres geralmente valem mais do que palavras. Mesmo assim, não sou muito enjoadinha nem muito preconceituosa musicalmente. Se eu achar bom, não importa o nome que a coisa leva. Eu sempre uso dois adjetivos para deixar um ponto bem claro e definido. Hi.
Eu me entrego aos prazeres da vida de uma maneira inconseqüente. Eu adoro beber uísque sem regular doses, cerveja até acabar o dinheiro, adoro testar todos os sabores de uma refeição, sentir o doce depois do salgado. Gosto de dançar até doer, de gritar até doer, de chorar de amor, siga a linha de raciocínio por si...
Sou Gatsby e gosto de oferecer grandes festas com muitos amigos, mesmo que às vezes eu me sinta infinitamente sozinha dentro delas. Não sou uma ativista, mas faço justiça dentro do meu sistema. Devolvo troco errado e não dou esmolas, não jogo lixo no chão mas bitucas no bueiro sim. Não dôo nada pra crianças carentes, mas poderia dar todo meu dinheiro para o Abrigo Animal. Hmm, não, não poderia, mas gostaria. Me sinto gordinha, mas não tenho tabus com a minha nudez. Luto diariamente entre calças ficando largas versus sonho sem recheio e sensações de frango grelhado. Mas também tenho consciência de que eu tenho uma carinha simpática.
Não faço as unhas, uso as blusas da minha mãe, jeans com tênis e geralmente estou descabelada. Sou uma pessoa consumista e gosto de todo o tipo de peruagem, mas não tenho tempo e acabo sempre ficando com pena do dinheiro. Gosto mais de desenhar do que de escrever, mas as pessoas dizem que escrevo melhor do que desenho. Isso me frustra. Gosto de trabalhar desde que haja trabalho. Odeio trabalhos que deixam tempo livre demais, me impedindo de sair por aí saboreando o mundo durante um horário fixo.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
After all
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Meio de ano
O mestrado é diferente. Lá a gente lê, produz textos, ensaios, faz avaliações, lê as referências das referências e as referências destas e vai cavando cada vez mais fundo num poço infinito de conhecimento. Cada matéria que acaba deixa a sensação de que você é realmente estúpido perante o mundo tão grande de conhecimento, além das conexões interdisciplinares que são feitas diariamente, expondo pontos de vista interessantes, diferentes, paralelos ou não. Quando estou lendo coisas do mestrado, sinto prazer e satisfação, e não que eu gostaria de estar fazendo alguma outra coisa no lugar.
No design, cada vez que entrego um trabalho, tenho a sensação de que o bom designer é um inútil safadinho. Porque todos os vadios safados entregam trabalhos relativamente bons, tirando notas iguais ou melhores do que a dos empenhadões que passaram horas e dias elaborando porcarias inúteis.
No departamento tem briguinha, discussão, fofoquinha, professor ofendido, professor-que-vai-foder-cuzinho-de-aluno porque o aluno falou blasfêmias [sejam elas verdades ou mentiras]. Tem professor fuçando a internet atrás de aluninho que escreve coisinhas em seu espaço pessoal, bem como o meu será encontrado em breve, e aí eu provavelmente perderei nota, ou o trabalho que eu entregar mal feito vai ser o que vai valer mais, ou a referência estaria com problemas, ou... deu pra entender né? O lado bom é que eu provaria meu ponto.
Eu sempre obtive ajuda e respeito do departamento, mas percebi que morri na praia. Foi nesse último semestre que foi-me dito A, e o que foi feito com a minha nota foi B. Isso caracteriza uma mentira, de certa maneira eu colocaria como uma traição, uma vez que se tivesse sido dito B desde o primeiro momento, eu teria me esforçado para cagar B da maneira que foi requisitado. Eu fico muito chateada em ver tantos laboratórios e professores bons se perdendo em meio a uma massa medíocre e conformista de filhinhos de papai que buscam incessantemente seu canudo pra pregar logo na parede, pegar o manche da empresa do papai e o volante da Captiva da mamãe e ir pra Moon pagar uma bera pra loirinha de strass. Essa massa vai esculpindo o curso, até que coisas como B acontece com pessoas como eu, que não passou dias e meses e anos em cima de uma escrivaninha, mas pode-se dizer que fez por merecer a situação A. Isso me desmotiva continuar pra mostrar por aí um canudo cuja posse não apenas me pertencerá, mas também faz parte dos currículos [se é que existem] de uma porção de mentes medíocres incapazes sequer de fazer um trabalho de conclusão digno de aprovação.
Como tantos TCCs não aprováveis sequer chegam na banca? Como há tanta discrepância nas opiniões dos membros que compõe estas bancas? Como os orientadores se prestam ao papelão de assinar um trabalho e ver ele ser humilhado perante olhos de calouros, amigos, pais, professores? Como deixam o trabalho do designer se transfigurar em um fazedor de bonequinhas, colorista de livrinho de pintar e outros afins? Cara, não, obrigada. O vidro quebrou, a decepção bateu, a angústia está aí. Vou ter que achar um lugar bem escondido pra ela na prateleira e conviver diariamente com isso, até que contratos de estágio, projetos de pesquisa e outros afins se estabeleçam da maneira mais adequada. Eu aguardo, estudo, faço meus trabalhos enquanto isso, saindo da faculdade cada dia mais triste com o panorama, pensando que poderia estar desenhando bastante e lendo mais ao invés de estar lá correndo atrás do rabo das 19 às 22:30.
Mas é isso. Logo acaba, tem umas feriazinhas pra fingir e depois tudo denovo até o fim-do-ano, onde vou estar atarefadíssima. A minha rotina tá uma coisa louca e pra melhorar um pouco ontem fui pro hospital, onde o médico arrancou meu tecido epitelial me deixando com um quadrado de cerca de 1 cm² de carne úmida e vermelha exposta. Aí você pensa: "ai, fresca, 1 centimetrozinho...". Eu digo - Vai, tenta andar por aí com um pedaço mínimo que seja seu em carne viva, sendo esta uma superfície de contato e atrito constante, a gaze entrando e grudando e deixando pedaços dentro da coisa toda. Que nojo. Quatro curativos por dia, antibiótico, agendamentos no hospital. Tudo que eu andava precisando. han? O lado bom é receber uma visita matinal, onde meu namorado de dedicação e paciência [além de estômago] inigualáveis faz meu curativo.
E eu finalmente joguei Mago: A Ascensão. É difícil. Muito mais complexo que Vampiro, exige mais concentração, criatividade e leitura. Achei um jogo sublime. Quero mais. Sonhei. Achei o sistema muito mais explêndido do que considerava quando me restringia à Vamp e Lobis. Agora estou em duas mesas, uma D20 medieval e outra... bem, cenário atual... fora da Umbra, eu digo. Aiai, que piada sem graça.
E sim, mesmo com toda essa loucura profissional eu ando jogando RPG, porque eu também tenho direito a lazer, ou melhor... não enlouquecer né. Então é isso. Beijos me liguem.
